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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

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Acrelândia investiga morte de macacos com suspeita de febre amarela na região rural do ‘Bigode’

883 epizootias (morte de um macaco ou grupo deles) por febre amarela foram registrados no Brasil. Há 212 casos em investigação.


Mortes de dois macacos com suspeita de febre amarela no ramal do Bigode, a 6 km da cidade de Acrelândia, no Acre, estão sendo investigadas pela prefeitura municipal. Os casos aconteceram no fim da tarde da última quarta-feira (22) e vinham sendo mantido em sigilo. A secretária de Saúde do município, Valéria Lima, confirmou a investigação à ContilNet, mas afirmou que tudo ainda é suspeita. “Não há motivos para ninguém correr aos postos de saúde” declarou.

De acordo a secretária, após a localização dos cadáveres na zona rural da cidade, os corpos foram enviados para a Vigilância Epidemiológica do Estado, que enviou para a cidade de Manaus, onde um instituto especializado – único na Região Norte – faz os exames para atestar ou não a causa da morte. O resultado sairá em 30 dias.

“Nossa equipe no mesmo dia buscou os animais mortos e na madrugada de ontem [23] eles foram enviados para Rio Branco e posteriormente para análise em Manaus”, acrescentou Valéria.

A secretária informou que a região do Ramal do Bigode está com 100% de cobertura da vacina contra febre amarela, e que, ainda assim, equipes estão na área reforçando a vacinação para quem precisa.

“Não é o caso de ninguém correr aos postos, existem critérios que devem ser obedecidos para a vacinação contra febre amarela”, alertou a secretária.

Casos no país


Em todo o Brasil já foram encontrados macacos mortos das espécies sauás, macacos-pregos e muriquis. Esta segunda espécie é muito encontrada na América do Sul. Segundo o Ministério da Saúde, desde dezembro do ano passado 883 epizootias (morte de um macaco ou grupo deles) por febre amarela foram registrados no Brasil. Existem 212 casos em investigação.

Ainda de acordo o MS, não há registro até o momento da transmissão urbana de febre amarela, o que poderia ocorrer através do mesmo vetor que transmite a dengue.

JAIRO CARIOCA, DA CONTILNET

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