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quinta-feira, 30 de março de 2017

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Quatro pessoas são mortas e sete tentativas de homicídios são registradas em Rio Branco

Mortes foram registradas nesta quarta (29), no Segundo Distrito. Crimes são investigados pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

Quatro pessoas foram assassinadas nesta quarta-feira (29) em Rio Branco. Os homicídios foram registrados nos bairros Belo Jardim e Triângulo, região do Segundo Distrito da capital acreana. A quarta pessoa morta foi ainda na tarde de quarta. Carlos Ribeiros do Santos, de 37 anos, foi morto na Rua Primeiro de Maio, no bairro Seis de Agosto. Além das mortes registradas, sete pessoas foram baleadas nos bairros da capital acreana.

Com essas, já são sete mortes violentas registradas em Rio Branco desde o domingo (26). A primeira foi a do Cleilson de Oliveira Rocha foi morto com um tiro na região do tórax após um desentendimento. Na segunda (27), o corpo de Luiz Augusto de Lima, de 25 anos, foi encontrado decapitado no Igarapé Redenção.

No dia seguinte, terça (28), um casal teve a casa invadida no Loteamento Praia do Amapá, em Rio Branco. Na ação, Maciel Souza Santos, de 30 anos, foi morto a tiros enquanto assistia televisão na sala da casa.

O autônomo Francisco Wellington da Silva Souza, de 27 anos, foi morto a tiros noite de quarta na Rua 7 de Setembro, no bairro Belo Jardim. A vítima conversava com mais três pessoas em uma calçada quando uma dupla chegou de motocicleta e efetuou vários disparos contra Souza. As demais pessoas não se feriram.

Abalado, o pai da vítima, que pediu para não ser identificado, foi no Instituto Médico Legal (IML) para liberar o corpo do filho. Ele disse que Souza era ex-usuário de drogas, mas não devia nada para ninguém.

"O que a família sabe é que estava em uma hora errada, porque ele não usava mais entorpecente e naquele momento, alguém ia para pegar outros e quando eles estavam na calçada da rua encontraram eles. Só ele ficou baleado e morreu no local antes de ser socorrido. Não fazia parte de facção nenhuma", afirmou o pai.

A segunda morte na noite de quarta foi a de Erigrison Souza Picolo, de 27 anos. A vítima chegava na casa da namorada, no bairro Triângulo, quando foi baleada. A tia de Picolo, Iolanda do Nascimento Souza, contou que o sobrinho cumpriu pena por tráfico de drogas e agora era dono de um posto de lavagem.

"Ele estava vindo da oficina e passando na frente da casa da namorada para ir buscar ela. Até onde a gente sabe, os caras chegaram com uma moto e mandaram ele descer. Ele morreu lá mesmo na hora. Já tinha sido preso por tráfico e cumpriu pena por uns dois anos e meio. Ninguém viu nada, não sabemos o que motivou isso, do que se trata, queremos justiça", pediu a tia.

O menor Eduardo Henrique Cavalcante, de 15 anos, também foi morto a tiros na noite de quarta. O crime ocorreu no bairro Triângulo. O corpo dele permanece no IML à espera da liberação da família.

Sobre as mortes, o coordenador da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Rêmulo Diniz, disse que deve ouvir as testemunhas e familiares da vítimas posteriormente.

 “Nesse primeiro momento as famílias estão muito abaladas e não têm cabeça para auxiliar. Nós resgatamos o período de luto e depois prestam depoimento aqui, quando trazem as informações reais”, afirmou.

Em nota, a direção do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco informou que dos sete pacientes que deram entrada na unidade baleados, dois receberam alta, três estão em observação com o quadro estável e dois passaram por cirurgia e estão na enfermaria.

Sete pessoas baleadas

O coordenador da DHPP disse ainda que a maioria dos crimes ocorreu na região do Segundo Distrito de Rio Branco. Houve ainda tentativa de homicídio no Calafate e Esperança. Diniz acrescentou que alguns dos baleados têm envolvimento com o crime.

“Fomos ao hospital, algumas vítimas estão recebendo alta agora e estão vindo para a delegacia prestar o depoimento. A maioria, depois que tomam alta, por precaução e medo, terminam se ausentando da cidade ou dificultando a gente de encontra-los e aí as investigações param. A maioria é conhecido da gente. Os demais vamos investigar”, detalhou.



Fonte: G1 Acre

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